Corra pela pista neon desviando dos blocos. Depois, 24 robôs Bia que nunca jogaram vão aprender a correr sozinhos, só por tentativa e erro. Quem vai mais longe: você ou a IA?
1. Você corre (3 vidas)2. A IA aprende sozinha3. Compare
Use ← e → (ou A e D). No celular, toque na metade esquerda ou direita da tela. A meta fica a 1000 m.
Agora é a vez da IA
São 24 Bias com um cérebro artificial, uma pequena rede neural, cheio de números sorteados ao acaso. Ninguém vai dizer a elas o que fazer. A única regra é: ir mais longe é melhor.
A cada rodada, as Bias que foram mais longe viram a base da próxima geração, com pequenas mudanças aleatórias (mutações). No canto da tela você vê o cérebro da líder: os sensores que veem os blocos, os neurônios e a faixa escolhida. Ligações verdes reforçam, rosas inibem.
Resultado
Você
A IA
Barras: a melhor Bia de cada geração. Linha amarela: a sua marca.
O que aconteceu? Na primeira geração, as Bias batiam quase de cara: os cérebros eram aleatórios. Ninguém programou a regra "se tem bloco na frente, desvie". Elas descobriram sozinhas, porque as que desviavam iam mais longe e passavam os seus números adiante.
Isso tem nome. Aprender por tentativa, erro e recompensa é a ideia do aprendizado por reforço. O jeito usado aqui, com uma população que evolui, chama-se neuroevolução: uma rede neural melhorada por seleção e mutação, como na evolução das espécies.
O cérebro da Bia tem 3 sensores (se há bloco na faixa da esquerda, do meio ou da direita), 5 neurônios no meio e 3 saídas, uma para cada faixa. Tudo o que ela aprende fica guardado em só 38 números, os pesos das ligações. As IAs grandes de hoje têm bilhões de pesos.
Onde isso aparece de verdade? Ideias parecidas treinam robôs para andar em simulação, IAs que jogam videogame, xadrez e Go melhor que campeões e sistemas que economizam energia em grandes centros de dados.
No BIA, o Bacharelado em Inteligência Artificial da UNIPAMPA, em Alegrete, você aprende a criar, treinar e testar IAs como esta, e muito maiores.